Tratamento para dor crônica com Morfina

Tratamento para dor crônica com Morfina

Tratamento para dor crônica com Morfina

 Entrevista feita com Dr. Tiago Freitas pelo blog Tratamento da Dor Crônica sobre  indicação da morfina no tratamento de dores crônicas.

Morfina. Ao ouvir essa palavra, as pessoas a associam imediatamente à droga ilícita. Não lembram que a substância é um potente analgésico, responsável pelo alívio de milhares de pessoas cujos organismos já não respondem a outros medicamentos. Isso não significa, é claro, que seja inofensiva. O neurocirurgião Tiago Freitas* explica que, por ser muito forte, a morfina pode trazer sérios efeitos colaterais, como náuseas e confusão mental.

Entre os que se beneficiam da substância estão os pacientes de câncer, as vítimas de dor crônica na coluna, os portadores de artrite reumatoide.— A maioria dos pacientes com tumor maligno terá algum tipo de dor. E 10% deles terão sensações dolorosas mais fortes, necessitando de uma terapia mais agressiva — ensina o oncologista Murilo Buso.

O implante da bomba de morfina é um desses procedimentos considerados extremos.

— O sistema propicia uma melhora significativa da sensação de dor. A adoção do equipamento, porém, é feita de modo extremamente criterioso. O uso é indicado para quem não apresenta controle do seu quadro doloroso com outras terapias e tem intolerância ao uso de medicações — esclarece Freitas.

A cirurgia impacta a rotina do paciente. Por exemplo, as bombas podem disparar alarmes de detecção de metais em aeroportos.

Segundo o médico, a pessoa deve carregar sempre o seu cartão de identificação. O detector de metal não irá influenciar no funcionamento do sistema. O neurocirurgião garante: exames de raios X e tomografia não danificam o aparelho. Todavia, antes da realização de ressonância magnética, o médico deve fazer ajuste no sistema da bomba, de modo a não danificar o aparelho de infusão.

Menos dor

Entre os pacientes que se beneficiam da substância estão os pacientes de câncer, as vítimas de dor crônica na coluna, os portadores de artrite reumatoide.

Veja outros depoimentos de pacientes tratados com Dr. Tiago Freitas pelo sistema de liberação de morfina – http://dornaweb.blogspot.com.br/2013/05/dor-neuropaticas.html

Palavra do especialista

Há testes para definir se a pessoa pode usar o sistema de liberação de morfina?
Sim. A pessoa é submetida a uma avaliação neuropsicológica prévia que determinará se ela pode ou não receber a medicação. Antes do implante da bomba, o médico deve realizar um teste com o cateter externo para verificar tanto a resposta à medicação quanto possíveis efeitos colaterais.

E quais são esses efeitos?
Além de complicações cirúrgicas, a pessoa pode apresentar sinais de alta ou de baixa dose: náuseas, vômitos, sonolências, coceira e confusão mental. Por isso, é importante o teste com cateter externo antes do implante definitivo. Essa avaliação dura cerca de quatro dias e é realizada com o paciente internado em um hospital.

Quais complicações podem ocorrer?
Em casos raros, lesão direta da medula devido à colocação do cateter, causando piora da dor ou piora da força muscular nos braços ou nas pernas. Em raríssimas circunstâncias, pode ocorrer uma inflamação na ponta do cateter, o que exige nova cirurgia para a correção do problema. Em alguns casos, uma cefaleia por punção pode ocorrer em virtude do vazamento do líquor.
O paciente pode deixar de repor a dose necessária de morfina por conta própria?
Um alerta a esses pacientes: nunca deixe de recarregar o sistema. O funcionamento do aparelho sem medicação pode causar dano permanente. A interrupção abrupta também pode provocar sinais de moderados a graves de abstinência da morfina. As bombas com bateria têm em seu programa um alarme que avisa quando a medicação está se esgotando. A pessoa deve, então, procurar o médico.

*Tiago Freitas é neurocirurgião do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), especializado no tratamento de dor

 

 

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